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Mecanismos do ego – O medo de amar

Amados irmãos, o tema de hoje é, nada mais nada menos, que o maior medo que o ego pode sentir, o medo de amar.

E para compreendermos os motivos desse medo, precisamos compreender a função do ego. Eu conto com a paciência e compaixão de todos que acompanham o Despertando, pois, nesse começo, a definição da função do ego será repetida constantemente. Precisamos compreender o ego, precisamos ter clareza quanto a sua razão de existir.

Então como já foi dito nos textos Sobre o ego e Advogando a favor do ego, nos tornar individuais, nos manter como partes do Todo, é a função do ego, é a missão de vida dele. E isso corresponde a dizer que o ego é o arquétipo da individualização, é a individualização perfeita.

Acontece que o amor é uma energia de união, de unificação, ou seja, é uma energia contrária à do ego, ela “aponta” para o outro lado. O que eu quero dizer, é que é completamente compreensível que o ego seja opositor a qualquer movimento de unificação. E não é uma questão pessoal, é simplesmente uma questão de existência; para que você exista, para que você se mantenha individualizado, o ego precisa “lutar” contra qualquer energia de unificação, ou seja, lutar contra o amor.

O que eu quero que vocês compreendam, é que dentro da cabeça do ego não passa o pensamento: “Eu sou malvado, vou negar qualquer tipo de amor! ”. Não, na cabeça do ego passa: “Eu preciso me manter individualizado! Eu preciso me manter individualizado! Eu preciso me manter individualizado! ”.

Então precisamos compreender que esse fato nunca irá mudar, o ego sempre estará pensando somente na individualização, pensando de forma separada. E não se trata somente de entendermos isso de forma intelectual, precisamos despertar a gratidão em relação ao ego, devemos agradecer a Deus, o Todo, por ter criado esse arquétipo que nos permitiu e nos permite existir dia após dia.

Agora, enquanto não chegarmos a essa consciência, enquanto a transcendência não acontecer, continuaremos identificados com a forma de pensar do ego, logo, estaremos acreditando na separação e, qualquer movimento de unificação, será visto com medo, com um certo tipo de pavor.

O que estou querendo lhes dizer, amados irmãos, é que ao nos identificarmos com o ego, ao pensarmos de forma individualizada, criamos a falsa sensação de separação, passamos a acreditar que estamos separados da Fonte. E quando isso acontece, quando entramos nessa ilusão, passamos a acreditar que a nossa existência se limita a gotinha que somos do oceano, caímos no esquecimento que cada gotinha carrega o oceano dentro de si.

E nós nos tornamos tão identificados com o ego, nós ficamos tão presos a ideia de sermos somente a gotinha, que qualquer ideia que surja no sentindo de você ser o oceano, de você ser Um com todas as outras gotinhas, te causa um grande medo. Você acha que isso seria seu fim, o fim da sua existência, o fim da sua individualidade.

Então precisamos compreender que, dentro de nós, existe um medo da unificação, existe um medo de amar. E esse medo pode se manifestar de forma consciente ou inconsciente.

Você tem medo de iniciar um namoro, tem medo de ter que alterar sua rotina, de não ter o tempo somente para você, então você desisti do namoro. Você tem medo de casar, de morar junto, pois, isso interfere diretamente na sua individualidade, sua vida jamais será a mesma, ela será completamente alterada, então você desiste da vida a dois.

E é óbvio que, nesse caso, o medo é reforçado pelo que temos de conceito sobre relacionamentos. Como estamos identificados com o ego, passamos a nos relacionar com base no poder, na posse, no controle. E é fato que essa visão de relacionamento nos leva a vivenciarmos uma série de máscaras para nos adaptarmos uns aos outros, para atendermos as exigências do ego de ambas as partes. Então na frente relacionamentos, existe um trauma associado a questão da individualização que precisa ser curado por toda a humanidade.

O que eu quero que vocês compreendam, é que sempre haverá dentro de nós um medo relacionado a qualquer tipo de unificação; essa situação sempre será uma ameaça para uma consciência identificada com o ego.

E o medo de amar não se resume aos relacionamentos afetivo-sexuais, o medo da unificação está presente em todas as frentes das nossas vidas.

E a lógica é simples: para que nós pudéssemos ser manipulados da forma que somos, para que vibremos as frequências que sustentam a matrix, é preciso que exista um medo em relação a qualquer assunto que traga expansão, pois, a única forma de expandir a consciência, é através do amor e, o amor, é a unificação.

O professor Helio Couto reforça bastante a questão da reação das pessoas ao ouvirem a expressão: “Mecânica quântica”, o quanto nós estamos programados, através do nosso complexo-R, a termos medo do assunto, a, literalmente, corrermos do tema.

Como eu sempre gostei de fazer experimentos, vamos dizer, psicológicos com meus amigos, e claro que só experimentos positivos, que tragam expansão de consciência, tratei de começar a observar a reação de cada um quando eu pronunciava o “mecânica quântica”. E meus queridos, realmente é verdade; é perceptível a reação de algumas pessoas: a expressão muda, existe uma perda de atenção súbita, a pessoa simplesmente desconecta do que você está falando.

E essa reação foi pré-programada por seres negativos que conhecem muito bem o nosso funcionamento e tem como objetivo nos manter como escravos energéticos.

E a lógica que está por trás é: se você estudar mecânica quântica, se você levar a sério, fazer um estudo meditativo abrindo mão das suas crenças limitantes, você chegará ao tão famoso vácuo quântico, que nada mais é que o nome técnico dado a Deus, o Todo. O que eu quero que vocês entendam, meus queridos, é que uma vez que o ser compreende o vácuo quântico, que compreende que todos os seres que existem e que existirão “emergem” da mesma fonte de criação, emergem do vácuo quântico, ele terá compreendido que somos Um, que estamos todos unificados. E ao chegar nesse estado de consciência, é óbvio que o ser não permanecerá como escravo energético de mais ninguém.

Se as pessoas estudarem mecânica quântica a matrix cai, a expansão da consciência dissolverá o véu.

Então em relação a mecânica quântica, as pessoas possuem um medo da unificação de forma inconsciente. Elas foram programadas para sentirem medo, para terem uma aversão ao tema e não perceberam isso, ainda não se deram conta.

Outro assunto que segue a mesma lógica é a questão dos extraterrestres. Nós fomos programados a sentirmos medo, ou então a termos uma completa descrença sobre a existência de vida inteligente fora da Terra. E meus queridos, eu compreendo e respeito a visão de cada um, mas acreditar que somos o único planeta no universo inteiro com vida inteligente é de tamanha infantilidade espiritual que essa crença nos renderá boas gargalhadas em futuro bem próximo.

Nós estamos em uma galáxia que tem mais de 100 bilhões de planetas, e ela é uma entre outras bilhares de galáxias em um universo que está em constante expansão. Então eu compreendo o medo do desconhecido, o medo do diferente, mas acredito que sejamos capazes de compreender que o humano, nesse formato cabeça, tronco e membros, que depende de oxigênio, de agua, dos elementos que encontramos na Terra para sobreviver, seja apenas uma das formas de se evoluir.

O que eu quero dizer é que não tem problema algum outros seres estarem evoluindo através de corpos físicos que nada se assemelham com os dos humanos, que precisam de insumos para viver que não são os mesmos que nós precisamos. Nós somos capazes de compreender a infinita criatividade do Todo.

Através da mídia, a imagem que nos é vendida dos seres de fora é que todos são negativos, que vão invadir a Terra, vão tomar ela da gente, vão nos abduzir e acordaremos em laboratórios, servindo como cobaias para experimentos que nos levarão a morte. E foi com esse medo que nos fechamos para a vida no universo e não percebemos que a tão temida invasão por seres negativos já aconteceu, e nós estamos vivendo exatamente o que mais temíamos.

Se o medo é que alguém tome a Terra da gente, isso já aconteceu. A partir do momento que você precisa pagar para ter uma casa, que você precisa pagar para ter alimento na mesa, que precisa pagar para ter uma mesa, estamos vivendo como se o planeta não fosse nosso. Se o medo é se tornar cobaia nas mãos dos negativos, isso também já aconteceu. Somos cobaias de uma alimentação cada dia mais envenenada, cheia de químicos, de toda e qualquer substância que aumente a margem de lucro. Somos cobaias de uma programação mental que nos mantêm vibrando as frequências que sustentam a matrix.

O que eu quero que vocês entendam, meus amados, é que as aparentes razões para termos medo da vida fora da Terra, na verdade, não fazem sentido algum. O que acontece, é que para que o ser compreenda e aceite de forma natural a vida fora da Terra, é preciso que exista expansão da consciência, é preciso que crenças limitantes sejam quebradas, ou seja, é preciso que exista amor, que exista o tão temido sentimento de unificação.

Então o que está por trás do medo que sentimos em relação aos nossos irmãos de fora, é uma programação mental feita pelos negativos que nós, através do nosso livre arbítrio, acatamos sem questionar. A partir do momento que o ser toma consciência da vida pelo universo, ele passa a pensar de forma unificada; não é mais a Terra e o resto do universo, é a Terra juntamente com todo o universo. E uma vez que esse estado de consciência é atingido, adeus programação mental, adeus matrix.

Eu gostaria que todos compreendessem que a expansão da consciência acontece a medida que vamos abandonando nossos julgamentos e aceitando novos cenários, vamos nos permitindo pensar além. E isso só pode acontecer quando você se torna mais amoroso, pois, o amor não julga, o amor sempre compreende. Então quanto menos você julgar, mais energia disponível terá para observar novas situações e ter novos insights.

E é inevitável que, ao se tornar mais amoroso, ao se tornar um meditador, mais dia ou menos dia, você irá se relembrar que você e a Fonte sempre foram Um. E na cabeça do ego, que só pensa em individualização, esse dia seria a morte dele, seria o seu fim.

Acontece que você está tão identificado com o ego que, de forma inconsciente ou consciente, você tem medo de se recordar que é Deus, o Todo. E quando eu digo de forma inconsciente ou consciente, eu quero dizer que existem desde pessoas que estão totalmente desconectadas da espiritualidade, que estão completamente imersas na matéria, ou seja, que sentem medo da unificação sem nem mesmo saber que ela existe, até aquelas que estão conscientes do caminho espiritual – os buscadores espirituais.

Uma das maiores armadilhas do buscador espiritual, é justamente a de se identificar com a máscara de buscador espiritual. E por amor, me compreendam, eu não estou dizendo que se tornar um buscador espiritual é utilizar uma máscara, o que eu estou querendo dizer, é que sempre existirá a tentação de se identificar com o papel de buscador espiritual e, a partir daí, você passa a vivenciar mais uma das inúmeras mascaras do ego.

E eu digo que é uma das maiores armadilhas, pois, ao mesmo tempo que você se sente bem, se sente superior aqueles que não estão na jornada espiritual, você ainda pode repetir os padrões do ego, afinal, você ainda é somente um buscador. Quando você se iluminar, aí você passará a vibrar somente o amor, até lá, você ainda pode reclamar, ainda pode falar mal dos outros, ainda pode sentir medo.

Por que as pessoas não batem no peito e dizem: “Eu sou iluminado!”?

De cara, o ego dirá: “Você está louco? Com esse tanto de traumas, como pode falar uma besteira dessas?”

Mas na verdade, lá no fundo, você sabe que não está disposto a bancar uma afirmação dessas. Ser um iluminado é simplesmente amar incondicionalmente, é trabalhar com todas as suas forças para que todos os irmãos possam crescer, evoluir. E isso corresponde a dizer que você terá que substituir a reclamação pelo estudo, o falar mal dos outros pela compreensão, o medo pela confiança. Você terá que abrir mão de um comportamento que vem repetindo há milhares de anos.

Então as pessoas preferem o falso conforto proporcionado pela posição de buscador espiritual, ao verdadeiro estado de plenitude que somente a iluminação poderá te proporcionar. E por trás de tudo isso, meus queridos, está o medo do crescimento, da expansão, está o medo de amar.

O que eu quero que vocês compreendam, é que por trás de toda zona de conforto, está o medo de crescer, está o medo de evoluir. E por trás desse medo, está uma consciência completamente identificada com a forma de pensar egóica, onde crescer, evoluir, seria uma espécie de fim, de morte.

Então o primeiro passo para a transcendência, é identificarmos em nós esse medo. Somente quando você for capaz de reconhecer suas autossabotagens, é que poderá realmente mudar o padrão. Enquanto você não enxergar o padrão, enquanto você não enxergar o jogo, não conseguirá nenhuma mudança, pois, na sua cabeça, não existirá nada para ser mudado.

O ego acredita que a iluminação espiritual, a consciência da unificação, seria seu fim, logo, ele a tema mais do que tudo. Ao nos identificarmos com ele, ao nos identificarmos com essa forma de pensar, criamos uma resistência a tudo que nos leve ao crescimento, que nos leve a evolução.

Então precisa que uma consciência desperta tenha conhecimento dos mecanismos do ego, que enxergue que o medo da unificação é completamente compreensível se pensarmos como o ego pensa, mas que nós não somos nosso ego. Nós somos a consciência que necessita de um ego para se manifestar de forma individualizada.

E a partir desse estado de consciência, você resgata sua confiança no amor, você se torna capaz de tirar o “pé atrás” que sempre existiu e se entregar para o fluxo.

O segredo da transcendência está no resgate da confiança. O Todo é puro amor, Ele só quer ver você crescendo, feliz, evoluindo. E podemos crescer sem limites, não tem problema algum. Não importa o estado de consciência que você se encontre, não importa em qual dimensão da realidade estejam seus pensamentos e sentimentos, você sempre terá o seu ego, você sempre será um ser individualizado. Mas você pode ser um ser individualizado que tem consciência que é uma parte do Todo, que sente que o Todo está dentro de si.

Se render ao amor, se iluminar, não é o fim da jornada. É o fim de uma vida de ilusão e o início de uma vida consciente, baseada no amor incondicional.

Busque conhecimento, emita amor, seja Luz!

  • Bruno Oliveira Pedrosa

    Creio que a “identificação” eh a palavra chave para continuarmos adormecidos. Quando surge os pensamentos e julgamos bom ou ruim, certo ou errado, a identificação começa, e cada vez mais nos emaranhamos nessa rede, essa eh a Grande armadilha para o buscador espiritual, estar atento, consciente a cada momento requer disciplina ( o oposto de controle ), e se em algum momento deixamos de estar atento caímos na armadilha do sofrimento.
    Osho nos ajudou muito nos alertando para o perigo do julgamento, principalmente aqueles que fazemos aos nossos pensamentos.
    Grato pelo texto _/_

  • Miriam Prado

    Tudo que vivemos são escolhas nossas. Nossa consciencia apenas migra para a realidade paralela que acreditamos possivel. Na ilusão de que somos separados, escolhemos de forma egoísta, e é para esta escolha que migramos. Mas é a realidade que o ego acha possível, e não a essência que é una com o todo. Só escolhemos através do ego, na essencia não precisariamos escolher, confiamos que tudo é como tem que ser…

    Ficou na duvida sobre a consciencia migrar, faça o teste, comece observando as suas escolhas de situações mais fáceis e críveis e vai modificando aos poucos (usufrua realmente do livre arbitreo, isto é o tal) para algo que julgava mais dificil de acontecer, mas pense que não é vc que tá mundando o mundo de todos, vc está acessando aquela realidade, e se olhar para o lado e tiver alguém do seu lado, junto a vc, vivendo aquilo, é porque vc acessou a realidade da parte daquela pessoa que é capaz de viver aquilo também, na sua consepção. Se em sua mente aquela pessoa jamais poderia ser assim ou assado, vc vai acessar a realidade dela fechada com relação aquilo, mas saiba que não diz respeito a ela, diz respeito a você que não consegue visualizar outra realidade daquela pessoa (o limite está em nós), fazendo com que sua consciencia acesse o que acredita sobre ela também… Tudo diz respeito a nós, e às nossas crenças, porque somos nós a migrar para a realidade paralela que acreditamos.

    Quem vive isto conscientemente começa a ver que este mundo é ilusório, pq despertou para a realidade, e então por um tempo continua fazendo experiencias e comprovações, depois entrega tudo e só vai surfando na onda do divino, ao qual somos imagem e semelhança…

    • Tefin San

      Explêndido!

  • Everton Almeida

    Eu me interessei pelo assunto da “Mecânica Quântica”, se vocês tiverem algum link de vídeo ou vídeo-aula para me passarem eu agradeceria.